O canto de intervenção no combate ao Estado Novo
Publicado por Miguel Cardina em 10-07-2007
No caleidoscópio dos oposicionismos político-culturais que procuraram perturbar a ideologia e a prática do Estado Novo, o chamado «canto de intervenção» assumiu uma visibilidade que o singulariza. Configurado nos inícios da década de sessenta, através de trabalhos como os de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Luís Cília, este domínio particular da música portuguesa sofreu uma importante renovação na entrada do decénio seguinte, patente na edição, no Outono de 1971, de obras como Cantigas do Maio (José Afonso), Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (José Mário Branco), Romance de um dia na estrada (Sérgio Godinho) e Gente de Aqui e de Agora (Adriano Correia de Oliveira). Nas linhas que se seguem traça-se impressivamente o percurso deste movimento nos anos finais da ditadura, deixando de lado a abordagem do papel do género musical no período imediatamente posterior ao 25 de Abril de 1974, bem como as mais recentes reformulações que sobre ele ou sobre a sua herança se foram e vão fazendo. [continua aqui>>]


Memória Virtual » “CANTO DE INTERVENÇÃO” disse
[...] Uma interessante análise, a consultar no Passado/Presente. [...]