Passado/Presente

a construção da memória no mundo contemporâneo

Feminino vigiado

Posted by Miguel Cardina em 26-01-2007

Se a I República frustrara o acesso efectivo da mulher ao domínio público, o Estado Novo encarregou-se de aprofundar a identificação do feminino com as funções de «mãe», «companheira» e «fada-do-lar». No essencial, a existência da mulher condensava-se no espaço doméstico, entrincheirada entre a fidelidade e a dependência em relação ao marido e a «nobre missão de gerar os filhos da Nação». Na redacção do Código Civil de 1967, por exemplo, ainda se estipula que o abandono da residência conjugal ou a transposição das fronteiras do país não podem ser feitos sem a autorização expressa do pai ou do cônjuge. Ao mesmo tempo, a lei eleitoral, apesar das sucessivas aberturas que foi proporcionando, só na sequência da nova conjuntura proveniente do 25 de Abril de 1974 concede iguais direitos políticos a homens e mulheres. [mais>>]

Uma resposta to “Feminino vigiado”

  1. Daniel Marques Pinto said

    Especialmente elucidado fico, para lá da apresentação do panteão de critérios orientadores da leitura, com a revelação dos métodos de análise empregues: Da recepção do livro (proveniente dos CTT. Implicou a violação de correspondência pelos próprios serviços postais?) à apresentação do relatório decorreram 3 dias e alguma leitura. O 2º livro não me parece que tenha sido aberto sequer (Confiança na proveniência? directivas fulminantes quanto a temas/autores? Respeito pela hierarquia? Preguiça?).

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