Passado/Presente

a construção da memória no mundo contemporâneo

«Crítica e Alternativas para uma Civilização Diferente»

Posted by passadopresente em 21-02-2007

Por Alexandra Silva

Raiz & Utopia Com os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, que dá a vitória às forças moderadas democráticas, lideradas pelo chamado «grupo dos Nove» e pelo Partido Socialista, termina a agitação revolucionária que se seguiu ao golpe militar do 25 de Abril. Nos anos seguintes viria a viver-se uma democracia marcada pelo processo revolucionário. No panorama político e social a cultura não tende a ser um território prioritário, daí ir construindo a sua história de adiamentos e de exigências impossíveis.

A problemática da cultura que acompanhava de perto a modernização viria a constituir um dos vazios mais gritantes da reflexão teórica do pós-25 de Abril. Diário de Notícias, Diário de Lisboa e Vida Mundial constituíam a excepção num universo em que a colaboração dos intelectuais era restrita.

Se no período imediato ao pós-25 de Abril se verifica uma quase-ausência de intervenções culturais marcantes, elas pronunciar-se-ão mais claramente a partir do ano de 1976. Com a restauração da liberdade de imprensa assistira-se ao aparecimento de inúmeras publicações de carácter doutrinário e partidário e o aumento considerável de tiragens e vendas. Como consequência dos acontecimentos políticos, a ordem cultural pós-25 de Abril sofreria uma mutação radical, perdendo a função simbólica de espaço de disputa e conflito de ideologias para se transformar, como diz Eduardo Lourenço, numa «espécie de transcendência». Em 1977 amplia-se a reflexão pela escrita: nascem revistas, algumas de efémera duração, muitas delas editadas fora de Lisboa, em várias áreas da cultura. A maioria teve uma duração brevíssima. Podem destacar-se a Arco-íris («cadernos de ideias literárias», Porto), a Persona (revista de crítica literária, Porto), os Cadernos de Literatura (Coimbra), a Sema («ou a significação que se pretende possível dum traço duma letra dum sinal», Lisboa) e a Fenda («magazine frenética», Coimbra).[mais>>]

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