Passado/Presente

a construção da memória no mundo contemporâneo

Foi Assim para Zita Seabra

Posted by Rui Bebiano em 15-07-2007

Perante Foi Assim, o livro autobiográfico de Zita Seabra agora publicado pela Aletheia, torna-se difícil sustentar um registo de equidade crítica, quando a maior parte daquilo que lemos insinua, pelo seu conteúdo temático e pelo próprio tom da escrita, uma rejeição que nem sempre é boa conselheira. Como seria de esperar, a recusa apriorística da possibilidade de ler o livro instalou-se, de imediato, entre pessoas mais ou menos próximas do Partido Comunista ou dos sectores situados à esquerda do PS. E muitas daquelas que o leram, fizeram-no sobretudo à procura das imprecisões ou dos juízos que permitissem depreciar o que a autora escreveu. Acontece, porém, que contando-me entre os portugueses que se distanciaram no passado e se distanciam hoje das suas posições públicas, me interesso particularmente pela história recente do nosso país. Tenho, por isso, a obrigação de procurar compreender, sem preconceitos e com algum esforço de análise, o interesse prático deste volume. Foi aquilo que procurei fazer no artigo crítico que pode ser lido no blogue A Terceira Noite>>.

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